quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um feito notável!

Mais do que os novos modelos ou o que eles representam para o futuro da marca ou o novo rumo que a mesma vai ter no panorama do comércio automóvel, para mim um dos factos mais marcantes deste dia foi a revelação feita por Dany Bahar acerca dos prazos dos projectos.

Para quem como eu participou no desenvolvimento de novos modelos automoveis, é absolutamente surreal pensar que há um ano atrás todos estes modelos apenas existiam nas mentes criativas dos designers da Lotus. O trabalho desenvolvido, mesmo que a maior parte das unidades sejam protótipos mais ou menos completos, é um testemunho da extraordinária capacidade dos técnicos de Hethel e uma afirmação da sua grande capacidade de trabalho
Share

13 comentários:

Ramiro Santos Silva disse...

Tudo mau demais para ser verdade. A lotus tal como era, acabou hoje: 30/10/2010.
Tratem bem os ultimos Elise e Exige que vão valorizar muito.
New Lotus= Lexus*Hoover/Nissan.

Manuel Pinheiro disse...

Aguardei por prudência até a mensagem do Ramiro me dar coragem: fiquei desiludido. Compreendo perfeitamente a opção dos accionistas. A Lotus vai passar a ser uma marca de desportivos de grande série. Desportivos no sentido GT e GTS mas não no sentido R ou GTO. Percebo que a marca tem de ser rentável. Mas não voltaremos a ver 211 nem algo equivalente ao actual Elise. A Lotus vai passar a ser mainstream. Será admirável, mas não será a mesma.

Eu sou dos Lotus que gosta dos encontros "dark side" do Rui, à noite, dos track days, do stress do preços dos pneus e da tentação de artilhar o carro. Não sou dos passeios da foz até à pousada de Ovar para um almoço e sessão fotográfica.

Vendo que a Lotus vaio por este caminho, pergunto-me: poupo para comprara um Exige 260 ou um 211 ? antes que acabem...

Albino disse...

Muita quantidade raramente equivale a qualidade.
Normalmente são campos completamente opostos.
Por outro lado, apresentar cinco novos carros de uma só vez, embora à la long (alguns daqui a 4 anos), é enganador, para quem diz que o futuro começou a 30/09/2010.
Mas vou dar o benefício da dúvida e ter muita paciência pela saída de produção de cada um dos modelos apresentados.
Uma coisa é certa, os novos Lotus vão todos atravessar um processo de engorda, em especial aqueles que transportaram os génes da marca nas duas últimas décadas.
Lá se vai o verdadeiro ADN da Lotus.

Anónimo disse...

Vende-se o carisma ficam os carros...

Ana Coelho disse...

esse reconhecimento só teria valido a pena se o conceito do "the proof that lighter can be faster" continuo a gostar muito do 'meu' s2 porque um dia até pode ficar velhinho, mas vai honrar sempre o nome da marca e o seu conceito!

- Colin Chapman, quantas voltas já deste tu no tumulo?

Rui Coelho disse...

Menina Ana Cataina,

A menina como futua eng. mecanica devia te pecebido que o louvo ea paa a gigantesca taefa que estas pessoas tiveeam de enfenta . So gandes engenheios podeiam te feito tudo isto em tao pouco tempo. Tudo o esto deixo paa comenta quando finalmente o meu pc me deixa esceve a leta que podem ve que falta neste texto. Ja disse o quanto odeio Windows?

Anónimo disse...

Um Feito notável?
Bem para mim, os novos 5 Lotus parecem todos iguais e além disso, não têm carisma e são HORROROSOS

Pedro Aroso disse...

Ana Catarina,
O stand (ou melhor, o stander, como dizia o outro senhor) do Club Lotus na Exponor está a postos para receber os visitantes. Por favor manda-me um email para eu poder entrar em contacto contigo para te entregar as braçadeiras.
clublotus@clix.pt

Rui Oliveira disse...

Amigo Ramiro

Concordo totalmente Consigo, é mau de mais. Os carros parecem todos iguais.

Abraço

Fernando Aguiar disse...

Estimados Lotistas,

Será que estamos todos a falar da Lotus?
Daquela marca fundada pelo génio do Eng.º Anthony Colin Bruce Chapman?
Que cada Automóvel que desenvolveu estava muitos anos à frente do seu tempo?
Que no lançamento de cada modelo quebrava radicalmente com os seus predecessores?
Cujo o lema da performance através da leveza foi forçado a níveis nunca antes tentados e/ou alcançados?
Formada por um conjunto de pessoas que ao longo da sua existência deu provas sucessivas de uma competência inquestionável?

Que me perdoem os "velhos do restelo" mas, todos os Lotus que foram criados até hoje tiveram o seu tempo. E, têm garantido um lugar na História do Automóvel mas todos, sem excepção, foram e estão ultrapassados.

Honestamente, não vejo onde é que os extraordinários Automóveis que hoje foram apresentados ofendem, desvalorizam ou comprometem quer a herança quer o futuro da Lotus.

Muito pelo contrário. Provavelmente são a melhor forma de os garantir.

Apresento as minhas desculpas a todos os Lotistas mais ferrenhos mas, considero que tudo o que hoje aqui li é perfeitamente aplicável a qualquer modelo recente da Aston Martin, da Lamborghini, da Ferrari ou da Porsche, só para mencionar algumas marcas de referência.

É evidente que somos todos muito mais inteligentes, competentes, visionários e capazes do que esta gente para criarmos automóveis super-desportivos a partir do nada, aos cinco de uma assentada e criticar de uma forma algo gratuita a extraordinária prova de capacidade inventiva que a Lotus acabou de nos demonstrar.

Quando quisermos dedicar algum do nosso tempo a apreciar cada um dos modelos, a analisar as especificações apresentadas e as prestações anunciadas, provavelmente vamos descobrir que, afinal, são mesmo Lotus!

Os meus sinceros parabéns a todos quantos na Lotus, em tempo recorde e com uma mestria que ao longo da história se tornou lendária, nos brindaram com tão fantásticas criações.

O futuro o dirá mas, estou certo que estes Lotus honrarão a Marca e o Nome que transportam e que a seu tempo, uns mais do que outros, acabaremos todos por admirá-los.

Perdoem-me tamanho texto. Não passa de um desabafo de um Lotista que está seguro que, sempre que um Lotus foi apresentado, as reacções foram tantas quantos os Lotistas que tornam esta Marca tão apaixonante!

Bem-haja a todos!

Ramiro Santos Silva disse...

Se de facto o que interessa é quebrar radicalmente com os seus antecessores, então a Lotus está viva. Ferrari , Aston Martin e afins não me parece que tenham nunca fugido da sua linha, apenas a têm aperfeiçoado dentro do seu mercado e dentro das novas tecnologias. Se apresentar 5 carros todos com o mesmo design, os quais quase não consigo diferenciar se não fossem nomes diferentes, que mais parece a linha Peugeot do 107 ao 407 e 507demonstra capacidade inventiva então a Lotus tambem está viva. O que esperava da Lotus e o que acho que todos esperavam era o aperfeiçoamento duma ideia de automóvel que hoje morreu, um tipo de automóvel unico diferente de todos os outros baseado no que nós sabemos, um bocado "underground" como aqui foi referido,e nem sequer compreendo a necessidade de mudar, para entrar num mercado "obeso" de carros deste tipo onde aposto, muito dificilmente conseguirão competir, por melhores engenheiros que a lotus tenha a "inventar" não há engenharia de produção que consiga em 4 anos rivalizar com Porsche, Mercedes AMG, Lexus, etc.
Se ser velho do restelo (só com 35 anos, fantástico) é apreciar carisma acima de tudo o resto então acho que aqui, a maioria no clube, são velhos do restelo, ou até mais: Reformados do Restelo.

P.S. já repararam que, se hoje a Lotus tivesse só apresentado o Esprit, tinha sido um sucesso, sem os outros clones como comparação.Algo não bate certo, como dizia o outro: é só mudar o simbolo da frente e levar a sogra a passear...

Ramiro Santos Silva Senior disse...

A polémica é salutar, mas digamos que F.A. ao invocar Camões e os seus velhos do Restelo foi,no mínimo, infeliz.
Primeiro, pelo menos dois dos críticos ao novo conceito da Lotus, nem são velhos, nem do Restelo. O meu filho Ramiro, que abriu a polémica, e a Ana Coelho que invocou, muito bem, Colin Chapman para exprimir as suas dúvidas.
Segundo, o que pretenderem, eles e outros consócios, dizer foi que a Lotus nunca foi uma marca de massas (em ambos os sentidos...) e o seu espírito era construir carros desportivos leves, inovadores e relativamente acessíveis.
Ninguém pôs em causa a qualidade dos projectos (diria antes, estudos prévios) apresentados pelos responsáveis da Lotus. O que se põe em causa é toda uma filosofia a eles inerente.
Compreende-se que os accionistas malaios que entram com a massa, queiram retorno, pensando nos mercados emergentes ou "novos ricos" e concorrer com a Porsche e a Ferrari.
Mas é raro encontrar um novo rico, ou o seu vizinho, que saiba o que é a Lotus...
Resumindo e não esquecendo que somos membros de um clube Lotus, acho que não é reaccionarismo pôr em causa a nova filosofia apresentada, de carros caríssimos, carros de quatro portas, coupés-cabriolés e, todos eles, quase iguais, nomeadamente o Elise.
Se o conceito passar a ser este, acho que um Ferrari continuará a fazer mais inveja aos vizinhos.
Ramiro Santos Silva senior

Luís Pinho disse...

Subscrevo tudo o que o Fernando Aguiar escreve, acho todos os novos carros fantásticos, se me sair o Euromilhões compro todos, um para cada dia da semana de segunda a sexta, ao sábado vou passear com o meu Elan S2 (M100, a ovelha negra da familia) para a marginal e no domingo vou para o autódromo queimar borracha com a versão Exige do Elise.
Deus queira que tenham sucesso, cada vez sou mais fã desta marca.

Cumprimentos.
DarkSide